O acúmulo de condensado em trocadores de calor pode comprometer o aquecimento e provocar oscilações de temperatura no processo industrial. Por isso, avaliar a drenagem é uma etapa importante quando o equipamento demora para aquecer ou apresenta desempenho irregular.
Durante a troca térmica, o vapor cede calor e se transforma em condensado. Essa formação faz parte da operação. Entretanto, quando o sistema não consegue descarregar o líquido na velocidade necessária, ele se acumula e prejudica o contato do vapor com a superfície de aquecimento.
A drenagem depende da capacidade do purgador, das condições de instalação e da pressão disponível para descarregar o condensado. Assim, o diagnóstico precisa considerar o conjunto do sistema.
Entre os fatores que podem dificultar a drenagem estão obstruções, dimensionamento inadequado, problemas na instalação e contrapressão na linha de retorno. Além disso, a variação da carga térmica pode alterar a pressão dentro do trocador e reduzir o diferencial necessário para a descarga.
Consequentemente, um equipamento pode drenar bem em determinada condição e acumular condensado em outra. Essa diferença ajuda a explicar problemas que aparecem apenas em alguns momentos da operação.
O estol, também conhecido como stall, ocorre quando o diferencial de pressão deixa de permitir a descarga do condensado pelo purgador. Nessa condição, o líquido pode permanecer no interior do equipamento mesmo com o purgador em boas condições.
Isso pode acontecer em processos com controle modulante de temperatura. À medida que a válvula reduz a entrada de vapor para acompanhar a demanda de aquecimento, a pressão interna do trocador também pode cair. Se a pressão disponível não superar a contrapressão da descarga, a drenagem fica comprometida.
Portanto, substituir o purgador sem investigar as pressões de operação pode manter o problema. A avaliação técnica precisa identificar por que o condensado deixou de escoar.
Quando o condensado ocupa parte da superfície de troca térmica, o equipamento pode apresentar aquecimento mais lento e temperaturas desiguais. Como resultado, o processo perde estabilidade e pode exigir ajustes frequentes.
Além disso, em determinadas condições, o contato do vapor com condensado acumulado mais frio provoca condensação rápida e golpes de aríete. Esses eventos podem danificar componentes do trocador.
Por isso, oscilações de temperatura, ruídos e perda de desempenho merecem investigação. Esses sinais podem indicar drenagem inadequada, mas a confirmação depende de uma análise das condições reais da planta.
A Disparco atua com tecnologia TLV para a gestão de vapor e condensado. A escolha do equipamento considera a carga de condensado, as pressões de operação e a configuração do retorno.
O J3X é um purgador mecânico de boia com aplicação em equipamentos de pequeno processo de troca de calor e tanques com serpentina. Sua boia ajusta a abertura da válvula conforme a chegada do condensado, permitindo descarga contínua nas condições adequadas de operação.

Além disso, o elemento-X permite a eliminação de ar durante a partida e a operação. Entretanto, o purgador depende do diferencial de pressão para descarregar o condensado. Aplicações sujeitas a estol podem exigir drenagem com bombeamento.
O GT10 combina bomba mecânica e purgador interno para a drenagem e recuperação de condensado em sistemas fechados.

Assim, pode atender trocadores sujeitos a estol ao utilizar um fluido motriz para descarregar o condensado quando a diferença de pressão não sustenta a drenagem convencional. Sua seleção depende das condições do processo e da instalação.
A GP10 é uma bomba mecânica para recuperação de condensado em sistemas abertos. Ela realiza o bombeamento do líquido coletado, conforme a configuração do sistema.

Em uma instalação com purgador e reservatório apropriados, pode viabilizar o retorno do condensado quando a contrapressão ou a elevação da linha dificulta seu transporte. Por isso, a escolha entre GP10 e GT10 exige avaliar capacidade, fluido motriz e condições de instalação.
Controlar o condensado em trocadores de calor exige observar o comportamento do equipamento durante as variações do processo. Essa análise orienta a seleção da tecnologia e ajuda a tratar a causa do acúmulo.
Fale com a equipe da Disparco para avaliar as condições de drenagem e conhecer as aplicações da tecnologia TLV no processo industrial.
Contato: vendassjc@disparco.com.br
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